Arquidiocese de Niterói renova Projeto Igrejas Irmãs até 2020

No dia 20 de dezembro, o Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi e o Bispo emérito, Dom Moacyr Grechi, receberam a visita de Dom José Francisco, Arcebispo de Niterói e Dom Luiz Antonio, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, para a renovação do convênio do Projeto Igrejas Irmãs Niterói-Porto Velho até janeiro de 2020.

Visto como uma das maiores forças missionárias da Igreja no Brasil, o Projeto Igrejas-Irmãs, fundado em 1972, que tem sido desenvolvido ininterruptamente, até hoje, identificou alguns desafios que devem ser incorporados ao novo programa de atuação que será revitalizado, com a revisão e atualização de suas perspectivas.

Dentre as propostas apresentadas, no encontro realizado em Belém (PA), em novembro do ano passado, está a necessidade de envio de missionários não só para Amazônia, mas também para o norte de Minas Gerais, como destaca o Bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Esmeraldo Barreto de Farias.

“O projeto Igrejas Irmãs foi criado pela CNBB, em fevereiro de 1972, depois que a sua presidência visitou várias dioceses e prelazias da Amazônia. Nesse mesmo ano, os bispos da Amazônia estiveram reunidos em Santarém (PA) e elaboraram um documento, que ainda hoje é marca importante para o trabalho de evangelização na Amazônia”, conta o Bispo auxiliar de São Luís e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB, Dom Esmeraldo Barreto de Farias.

O objetivo do Projeto Igrejas-irmãs é partilhar a fé, os dons da graça, as experiências pastorais, pessoas e recursos financeiros, como gestos de caridade cristã para com as Igrejas da Amazônia e outras, também necessitadas. “A Igreja que envia missionários também é beneficiada pelas experiências que vê e das quais participa, através dos missionários que foram enviados”, sublinha Dom Esmeraldo.

Atualmente, o Projeto Igrejas Irmãs Niterói-Porto Velho, que teve início em 22 de fevereiro de 2007, é composto por uma equipe missionária, e tem como padres: João Batista Toledo da Silveira, Miguel Fernandes Ramos de Moura e José Otácio Oliveira Guedes.

O trabalho missionário da Arquidiocese

A Arquidiocese de Niterói completou, no dia 22 de fevereiro, 10 anos de presença missionária em Porto Velho – RO, e 18 anos atuando na região Amazônica (1999 – 2017). Durante esses 18 anos de partilha, colhemos muitos frutos, sabendo que o primeiro beneficiado neste projeto, Igrejas Irmãs, é sempre a Igreja que envia, pois tem a graça de partilhar os dons recebidos de Deus.

O Projeto Igrejas Irmãs de Niterói teve inicio no dia 2  de janeiro de 1999, com o envio do Padre João Batista Toledo da Silveira para a diocese de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó – PA, posteriormente para a Diocese de Barra do Garças – MT e desde 2007 para Porto Velho – RO.

Ao longo destes 18 anos de Missão, centenas de missionários, e missionárias foram enviados pela nossa arquidiocese, em número bastante expressivo, como se pode perceber.  Desde 2001, a nossa Igreja tem enviado, anualmente, um ônibus com  seminaristas e jovens em missão, primeiramente para Barra do Garças – MT,  e agora, mais recentemente, (2016-2017), 70 jovens do setor Juventude, seminaristas e padres, que têm ido em missão a Porto Velho, para experimentar esta realidade missionária, partilhar os seus dons e enriquecer-se com a cultura, religiosidade e acolhida carinhosa do povo querido da Amazônia.

Atualmente, a equipe é composta pelos Padres Genecy Gomes Rodrigues, Miguel Fernandes Ramos de Moura e  João Batista Toledo da Silveira.  Ao completar 10 anos de presença em Porto Velho, seremos agraciados pelo envio do Padre José Otácio Guedes.

Não cessamos de bendizer e louvar a Deus pelas maravilhas realizadas ao longo destes 18 anos de Missão, período com que se alcança a maioridade civil. Estes 18 anos de presença missionária da Arquidiocese de Niterói, na Amazônia, é uma data muito significativa, pois expressa a nossa vitalidade, com uma caminhada da Igreja comprometida, que corresponde ao apelo do Papa Francisco, para sermos uma “Igreja em Saída”, solidária e missionária, buscando cada vez mais fazer a vontade de Deus.

É este o melhor momento para manifestar a nossa imensa gratidão aos pastores, que permitiram a implantação deste projeto. Inicialmente, teve ele a bênção de Dom Carlos Alberto Navarro, o primeiro a enviar missionários; em seguida, contou com o apoio de Dom Frei Alano, e agora com o do nosso querido Dom José Francisco, que além de manter e ampliar o alcance da Missão, procura acompanhar de perto o trabalho que nela se desenvolve,  proporcionando-nos, inclusive, a grata satisfação de visitar, em três ocasiões, a sede do Bispado, em Porto Velho, o que tem sido  gratificante para os missionários, como meio de renovar o nosso ardor missionário.

É o momento de, em nome de todos os missionários que compõem a equipe de Porto Velho, também agradecer a todos aqueles que, na Arquidiocese de Niterói, tendo conhecimento do que está sendo feito em Rondônia, para atender às carências, reconhecem com palavras e gestos de estima e apreço, as três dimensões que sustentam a nossa missão.

Por João Dias com Arquidiocese de Porto Velho e POM*
Fotos: Pascom Arquidiocese de Porto Velho e Arquivo
*Pontifícias Obras Missionárias

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