Milhares de féis participam de Caminhada em Defesa da Família

Milhares de fiéis se reuniram no domingo, 19 de agosto, na paróquia São Judas Tadeu, no Rocha, São Gonçalo, para a “Caminhada da Família 2018”, em Defesa da Família. Pela quarta vez, o Vicariato São Gonçalo realizou o encerramento da Semana Nacional da Família, quando comemoramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

Ao chegar ao Rincão do Senhor, no bairro Água Mineral, mais de 5 mil fiéis, das diversas paróquias do Vicariato São Gonçalo, puderam participar de palestras, e da Santa Missa, presidida pelo Bispo Auxiliar de Niterói, Dom Luiz Ricci. O tema escolhido foi “O Evangelho da família, alegria para o mundo.”.

Dom Luiz Ricci, Bispo Auxiliar de Niterói, falou em entrevista à Rede Vida e à TV Evangelizar: “A Caminhada foi belíssima, e como Maria, devemos dar testemunho em defesa da Família. Hoje é domingo, dia da Assunção de Nossa Senhora, e recordamos, que assim como Maria, devemos dar nosso sim em defesa da Vida e da Família.”

Dom Luiz Antonio presidiu a Santa Missa, concelebrada por padres dos Vicariatos de São Gonçalo. Em sua homilia, o Bispo destacou a importância da família na sociedade. É dever do cristão defender a família.

No final da celebração, Dom Luiz abençoou os fiéis presentes.

A Família, na Doutrina Social da Igreja, é compreendida como o princípio da sociedade, como primeira sociedade natural, fundada com o matrimônio,  vínculo entre um homem e uma mulher, que se perpetuará até a morte separá-los; a família é o santuário da vida, a quem é atribuída uma tarefa educativa, que é direito dos filhos; é protagonista da vida social e deve ter a sociedade a seu serviço.

Lemos no Catecismo da Igreja Católica: A família no plano de Deus –  NATUREZA DA FAMÍLIA

A comunidade conjugal está fundada no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos esposos, para a procriação e a educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos instituem, entre os membros de uma mesma família, relações pessoais e responsabilidades primordiais.

Um homem e uma mulher, unidos em casamento, formam com seus filhos, uma família. Esta disposição precede todo o reconhecimento por parte da autoridade pública; impõe-se a ela (isto é, não depende da autoridade civil para se constituir), e deve ser considerada como a referência normal, em função da qual devem ser avaliadas as diversas formas de parentesco.

Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental. Seus membros são pessoas iguais em dignidade. Para o bem comum de seus membros e da sociedade, a família implica uma diversidade de responsabilidades, de direitos e de deveres.

Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família.

Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência, a da fidelidade e a da fecundidade.

A família deve ser ajudada e defendida pelas medidas sociais apropriadas. Quando as famílias não são capazes de desempenhar suas funções, outros organismos sociais têm o dever de ajudá-las e de apoiar a instituição familiar. De acordo com o princípio da subsidiariedade, as comunidades mais amplas cuidarão de não usurpar seus poderes ou de interferir na vida da família.

A importância da família para a vida e o bem-estar da sociedade acarreta uma responsabilidade particular desta última, no apoio e no fortalecimento do casamento e da família. Que o poder civil considere como dever grave “reconhecer e proteger a verdadeira natureza do casamento e da família, defender a moralidade pública e favorecer a prosperidade dos lares”.

A comunidade política tem o dever de honrar a família, de assisti-la e de lhe garantir, sobretudo:

* o direito de se constituir, de ter filhos e de educá-los de acordo com suas próprias convicções morais e religiosas;

* a proteção da estabilidade do vínculo conjugal e da instituição familiar;

* a liberdade de professar a própria fé, de transmiti-la, de educar nela os filhos, com os meios e as Instituições necessárias;

* o direito à propriedade privada, à liberdade de empreendimento, ao trabalho, à moradia, à emigração;

* de acordo com as instituições dos países, o direito à assistência médica, à assistência aos idosos, aos abonos familiares;

* a proteção da segurança e da saúde, sobretudo em relação aos perigos, como drogas, pornografia, alcoolismo etc.;

* a liberdade de formar associações com outras famílias e, assim, serem representadas junto às autoridades civis.

Por João Dias com base no Catecismo da Igreja Católica
Fotos: Andreza Barros/Edilene Silva (PASCOM do Rocha)

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