Rincão do Senhor recebe Concentração dos MESC’s 2018

O Rincão do Senhor, à Rua Salvatori, 1751, Colubandê, São Gonçalo, acolhe no sábado, dia 1 de dezembro, a concentração anual dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão da Arquidiocese de Niterói. O evento deve reunir mais de 1000 Ministros, de diversas paróquias da Arquidiocese.

A tarde de concentração tem início às 14h, com animação, uma pregação do Padre Cláudio Lima, e ao final da tarde, haverá uma Santa Missa, presidida pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco.

Serviço extraordinário

Os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão são os fiéis não-ordenados, que há tempos, vêm colaborando com os ministros sagrados, em diversos âmbitos da pastoral, para que o dom inefável da Eucaristia seja, cada vez mais profundamente conhecido, e para que se participe da sua eficácia salvífica, com intensidade cada vez maior.

Trata-se de um serviço litúrgico, que responde a necessidades objetivas dos fiéis, destinado sobretudo, aos enfermos e às assembleias litúrgicas, nas quais são particularmente numerosos os fiéis que desejam receber a sagrada comunhão.

  • 1. A disciplina canônica sobre o ministro extraordinário da sagrada comunhão deve, porém, ser corretamente aplicada, para não gerar confusão. Ela estabelece que ministros ordinários da sagrada comunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono, enquanto é ministro extraordinário, o acólito instituído, ou o fiel para tanto deputado, conforme a norma do cân. 230, § 3.

Um fiel não ordenado, se o sugerirem motivos de real necessidade, pode ser deputado pelo Bispo diocesano, com o apropriado rito litúrgico de bênção, na qualidade de ministro extraordinário, para distribuir a Sagrada comunhão, também fora da celebração eucarística, ad actum vel ad tempus, ou de maneira estável. Em casos excepcionais e imprevistos, a autorização pode ser concedida ad actum, pelo sacerdote que preside a celebração eucarística.

  • 2. Para que o ministro extraordinário, durante a celebração eucarística, possa distribuir a sagrada comunhão, é necessário que não estejam presentes ministros ordinários, ou que estes, embora presentes, estejam, realmente impedidos. Pode, igualmente, desempenhar o mesmo encargo quando, causada por participação particularmente numerosa de fiéis, que desejam receber a Santa Comunhão, a celebração eucarística prolongar-se-ia, excessivamente.

Este encargo é supletivo e extraordinário e deve ser exercido, segundo a norma do direito. Para este fim, é oportuno que o Bispo diocesano emane normas particulares que, em íntima harmonia com a legislação universal da Igreja, regulamentem o exercício de tal encargo. Deve-se prover, entre outras coisas, que o fiel deputado para esse encargo seja, devidamente, instruído sobre a doutrina eucarística, sobre a índole do seu serviço, sobre as rubricas que deve observar para a devida reverência a tão augusto Sacramento, e sobre a disciplina que regulamenta a admissão à comunhão.

Para não gerar confusão, devem-se evitar e remover práticas que, há algum tempo, foram introduzidas em algumas Igrejas particulares, como por exemplo:

— o comungar pelas próprias mãos, como se fossem concelebrantes; (…)

— o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas, estendendo arbitrariamente o conceito de ‘numerosa participação.’ (…)

São revogadas as leis particulares e os costumes vigentes, que sejam contrários a estas normas, como igualmente quaisquer eventuais faculdades concedidas ad experimentum, pela Santa Sé ou por qualquer outra autoridade a ela subalterna.

O Sumo Pontífice, no dia 13 de agosto de 1997, aprovou, em forma específica, a presente Instrução, ordenando a sua promulgação.[i]

Desta forma, o sacerdote celebrante é quem deve distribuir a Sagrada Comunhão. Necessitando de ajuda, em face de sua pouca saúde ou do número excessivo de comungantes, quem o deve auxiliar são outros sacerdotes presentes, ainda que não concelebrantes, e diáconos, que estejam servindo à Missa. São estes os ministros ordinários. Necessitando, além destes, de mais ministros para a distribuição da Comunhão Eucarística, ou não havendo ministros ordinários, chame o sacerdote celebrante ministros extraordinários, nesta ordem: acólitos instituídos; fiéis leigos ou religiosos instituídos pelo Bispo – MESCs (ministros extraordinários da Sagrada Comunhão); acólitos não-instituídos, ou fiéis leigos que, estando presentes à Missa, se destaquem por sua piedade e conhecimentos litúrgicos e doutrinários, recebendo a bênção própria,  que consta do Missal para essas ocasiões – são os ministros ocasionais da Comunhão Eucarística.

Os MESCs não devem estar no presbitério junto com o sacerdote, pois não são concelebrantes, nem têm a função de ajudar, como acólitos ou servos, subindo ao altar, somente se for preciso, e na hora de distribuir a Comunhão, isto é, depois de os ministros comungarem.

[i] Cúria Romana, Instrução Acerca de Algumas Questões Sobre a Colaboração dos Fiéis Leigos no Sagrado Ministério dos Sacerdotes Ecclesiae de Mysterio

Por João Dias (texto: Serviço extraordinário extraído do site presbiteros.com.br)
Arte: Thiago Maia

 

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