Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus na Arquidiocese

Na terça-feira, 31 de dezembro, a partir das 20h, a Catedral de São João Batista, no Centro de Niterói, recebe o Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, para a Celebração da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. A Rádio Anunciadora e a Rede ArqNIt transmitirão a cerimônia, a partir das 20h.

Iniciamos o ano civil com a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (Theotókos). Esta comemoração ocorre dentro das festividades de Natal, na sua oitava (oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo), para relembrarmos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus. De acordo com a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental, e começou a ser celebrada em Rom, no século VI, possivelmente junto com a dedicação do templo, no dia 1º de janeiro, à “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Desta forma, esta Festa Mariana encontra seu marco litúrgico no Natal, ao mesmo tempo em que todos os católicos começam o ano novo pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

A Maternidade Divina é um dogma solenemente proclamado pelo Concílio de Éfeso (431 d.C.) e tempos depois, proclamado por outros Concílios universais, o de Calcedônia e os de Constantinopla. Refere-se à Virgem Maria como a verdadeira Mãe de Deus (“Theotokos”), ou seja, Maria é Mãe de Jesus – O Verbo Divino, em suas duas naturezas (humana e divina). Nesse contexto, cabe ressaltar que Maria ocupa um lugar único e privilegiado em nossa história. Após o seu “fiat”, na anunciação pelo anjo Gabriel, recebe de DEUS Pai, pela força do Espírito Santo, Aquele que é o princípio meio e fim de toda a humanidade. No que se refere à economia da salvação, a Virgem Maria contribui para nos tornarmos filhos de DEUS, conforme a Carta encíclica Redemptoris Mater:

“A MÃE DO REDENTOR tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque, “ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá! Pai!”” (Gál 4, 4-6).”

De acordo com o Concílio Vaticano II: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66).

Por João Dias
Texto explicativo: A12
Arte: Thiago Maia

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