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Nos braços do Pai: falece Dom Elias James aos 81 anos

Falece Dom Elias James, Bispo Emérito da Diocese de Valença Faleceu na noite de domingo, 13 de outubro, na cidade de Vassouras no sul fluminense, Dom Elias James Manning aos 81 anos.  Dom Elias era, desde 2014, Bispo Emérito da Diocese de Valença. A Diocese de Valença comunicou que Dom Elias, no dia 04 de outubro de 2019, sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), no final da Missa, após os avisos, e foi conduzido ao hospital local pela equipe do SAMU e por algumas pessoas da comunidade. Chegando ao hospital, foi prontamente atendido, e feitos os primeiros exames, depois de uma reunião com a equipe médica foi dado o laudo: AVC ISQUÊMICO. Em nota, Dom José Francisco, Arcebispo de Niterói e Presidente do Regional, manifestou seu pesar: O Regional Leste 1 – CNBB, com profundo pesar, comunica o falecimento do Exmo. Revmo. Dom Elias James Manning, OFM. Conv., Bispo Emérito da Diocese de Valença, no Estado do Rio de Janeiro. Natural de Troy, Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, Dom Elias nasceu no dia 14 de abril de 1938. Aos vinte anos de idade recebeu o hábito da Ordem dos Frades Menores Conventuais e o nome de Frei Elias, realizando em 08 de dezembro de 1959, a profissão religiosa, durante a Solenidade da Imaculada Conceição. Durante o período dos estudos acadêmicos foi enviado para concluir o curso de Teologia no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio de Janeiro. Sua ordenação presbiteral aconteceu no dia 30 de outubro de 1965, em sua terra natal. Como padre, trabalhou em Pontalina, no Estado de Goiás e no Estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Araruama e na capital fluminense. Foi também Custódio Provincial da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Em março de 1990 foi nomeado Bispo da Diocese de Valença (RJ), pelo Papa São João Paulo II, recebendo a ordenação episcopal no dia 13 de maio do mesmo ano. Ficou no governo pastoral da diocese até o ano de 2014, quando foi sucedido por Dom Nelson Francelino Ferreira. Além do serviço pastoral, como Bispo Diocesano de Valença, Dom Elias foi muito presente e atuante no Regional Leste 1 – CNBB, sendo responsável pela Catequese e pelas Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs). Atuou ainda como membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre os anos de 2004-2007. Dom Elias deixa para nós um legado de simplicidade, humildade e confiança no Evangelho de Jesus Cristo. Firmes na esperança, rogamos a Deus para que acolha em seu Reino esse servo bom e fiel, um verdadeiro homem de Deus. Firmes na esperança da Ressurreição, DOM JOSÉ FRANCISCO REZENDE DIAS Arcebispo de Niterói (RJ) Presidente do Regional Leste 1 – CNBB DOM GILSON ANDRADE DA SILVA Bispo de Nova Iguaçu (RJ) Vice-presidente do Regional Leste 1 – CNBB DOM TARCISIO NASCENTES DOS SANTOS Bispo de Duque de Caxias (RJ) Secretário do Regional Leste 1 – CNBB  Este homem, que tanto amou e foi amado, confiamos a Deus, através de nossas preces e a certeza de fé, expressa na bela frase de São João da Cruz: “No entardecer da vida seremos julgados pelo Amor”, crentes de todo amor devotado ao Cristo e à Igreja. A Diocese de Valença informou a hora do sepultamento. Diz a nota: DIOCESE DE VALENÇA INFORMA COMO OS FIÉS PODERÃO SE DESPEDIR DE DOM ELIAS Falecido na noite do último domingo, 13 de outubro, na cidade de Vassouras no sul fluminense, Dom Elias James Manning tinha 81 anos e desde 2014 era Bispo Emérito da Diocese de Valença, quando foi sucedido por Dom Nelson Francelino Ferreira. Muito amado por todos, Dom Elias foi o que chamamos de “Homem de Deus”, simples generoso e próximo de todos aqueles que precisavam, principalmente dos mais necessitados. Com o objetivo de facilitar a todos os diocesanos a participação na despedida de Dom Elias, o velório será realizado em várias cidades, ficando assim definido:  SEGUNDA-FEIRA: 14 DE OUTUBRO: – 9h: velório na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, centro da cidade de Vassouras e Missa de Exéquias, às 10h30. – 15h: Missa de Exéquias na Paróquia São Sebastião, no centro da cidade de Três Rios. Após a celebração, o féretro segue para a cidade de Paraíba do Sul, onde existe uma Comunidade Franciscana, na Paróquia São Pedro e São Paulo, centro da cidade.  TERÇA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO: – 7h: Missa na Paróquia São Pedro e São Paulo, em Paraíba do Sul. Após a missa, o corpo segue para a sede da Diocese, na cidade de Valença – 12h: Velório na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Glória – 14h: Missa de Exéquias – 16h: Sepultamento na cripta da catedral  Esses horários foram divulgados pela Diocese de Valença e são previsões, pois intercorrências poderão surgir, modificando o planejamento e alterando tais definições. Por João Dias Foto: Diocese de Valença Arte: Thiago Maia Notas: Leste 1/ Diocese de Valença

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Canonização de Irmã Dulce na LIVE e Rádio Anunciadora

No domingo dia 13 de outubro, A LIVE do Facebook da Arquidiocese de Niterói e a Rádio Anunciadora transmitirão ao vivo, diretamente do Vaticano, a Santa Missa de Canonização da baiana Irmã Dulce, cujo título será Santa Dulce dos Pobres. A cobertura tem início às 4h40, com um especial sobre a vida da Santa, gentilmente cedido pela TV Evangelizar e às 5h, diretamente do Vaticano, a cerimônia de Canonização, com imagens do Centro Televisivo do Vaticano (CTV). No Brasil, a missa festiva será realizada no dia 20 de outubro, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com apresentações musicais e espetáculo teatral, a partir das 15h. Já a celebração religiosa, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, está marcada para as 17h. Irmã Dulce Lopes Pontes, no civil Maria Rita, primeira santa brasileira, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.  Maria Rita nasceu em Salvador, Bahia, em 1914. Tinha 6 anos, quando sua mãe faleceu. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde recebeu o nome de Dulce. Fundou a União dos Trabalhadores de São Francisco, um movimento operário cristão, e o hospital Santo Antônio. Irmã Dulce faleceu na capital baiana, em 1992. Foi beatificada em 2011, durante o Pontificado de Bento XVI. O milagre que  levou à canonização foi a cura milagrosa de José Maurício Bragança Moreira, que, cego por causa de um glaucoma grave, ao ter uma  conjuntivite, colocou uma pequena imagem da Irmã Dulce sobre os olhos, pedindo a sua intercessão. Quando acordou, tinha voltado a enxergar. A Herança de Irmã Dulce Por Dom Murilo S.R. Krieger, scj Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil “Nos pobres que Irmã Dulce acolhia, nos doentes que abraçava, nas crianças que encontrava abandonadas, tinha a capacidade de ver o rosto de Jesus.  Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir”. Essa sugestão do apóstolo Pedro (1Pe 3,15) é uma síntese, do que a Bem-aventurada Dulce dos Pobres procurou realizar ao longo de sua vida. Pedro estava preocupado com a perseguição que começara contra os primeiros cristãos e queria ensiná-los a reagir, quando perseguidos. Recomendou-lhes dar um lugar especial a Cristo em seus corações, cultivando com Ele uma profunda amizade, mesmo porque não era contra eles que nascia o ódio dos perseguidores, mas contra o Senhor Jesus. Irmã Dulce não foi perseguida, não foi caluniada e, longe de sentir nascer contra si o ódio da sociedade, era admirada, louvada e procurada por multidões. Sabemos que a causa de seu longo martírio – e uso aqui essa palavra no seu sentido original, referindo-me à pessoa que dá testemunho de Jesus Cristo – teve outras causas: (1ª) Deus lhe deu um coração sensível, capaz de se condoer com a situação dos pobres. Ela então sofria porque, por mais que os ajudasse, via que mais lhe restava por fazer. (2ª) Deus permitiu que sua saúde fosse frágil. Como ela sentia a força de Cristo em seu coração, esquecia-se de seus próprios sofrimentos, para debruçar-se sobre a dor dos pobres que encontrava, ou que a procuravam. (3ª) Deus lhe concedeu um coração ousado, capaz de dar passos que o bom senso humano não recomendaria; por isso mesmo, ela precisou enfrentar incompreensões e sofrimentos. A síntese de seu martírio, contudo, foram os últimos 16 meses de sua vida – meses de agonia, meses de Calvário. Nessa última etapa de sua caminhada, passou por sofrimentos tais, que nos fazem concluir que Deus não poupa em nada os seus amigos e amigas – antes, espera que lhe demonstrem seu amor também dessa forma e nessa hora, e o demonstrem especialmente aos necessitados. Nos pobres que Irmã Dulce acolhia, nos doentes que abraçava, nas crianças que encontrava abandonadas, tinha a capacidade de ver o rosto de Jesus. Por isso, não lhe era difícil socorrê-los; era, antes, uma oportunidade de demonstrar ao seu grande amigo o quanto Lhe queria bem. Ela mesma testemunhou isso: “Não há maior alegria neste mundo que entregar-se totalmente a Deus, servindo-o na pessoa de nosso irmão mais necessitado, mais sofredor” (Summarium, p. 580). Tendo a Santa Sé aprovado o milagre necessário para a sua canonização, cuja data ainda não está determinada, cabe-nos fazer a pergunta: Qual a herança que Irmã Dulce nos deixou? Ela nos deixou uma importante obra social e deixou à Igreja uma nova congregação religiosa. Creio, contudo, que sua maior herança consiste na motivação  que orientou a  sua vida, que a levou a fazer as escolhas que fez, e que determinou a direção dos seus passos. Essa motivação tem o  nome e o  rosto de  Jesus de Nazaré. Para Irmã Dulce, conhecer Jesus Cristo pela fé foi a fonte de sua alegria; segui-lO foi uma graça, e transmitir o amor que dEle recebeu, e com o qual se enriqueceu, foi a tarefa que sentia ser sua obrigação levar adiante (Cf. Conferência de Aparecida, 18). Cabe-nos, pois, acolher essa herança e nos aprofundar nela. Para quem Irmã Dulce deixou sua herança?Ela a deixou para todos nós. Além de sermos responsáveis pela continuidade de  sua Obra Social, somos herdeiros das motivações que orientaram e deram vida a seus passos. Contudo, não nos esqueçamos: será necessário, sim, irmos ao encontro daqueles que foram a razão de ser dos trabalhos de Irmã Dulce. Mas, como ela, não lhes levemos apenas pão, remédio e cura física. Somos chamados a dar aos necessitados aquele pelo qual Irmã Dulce viveu, trabalhou e sofreu: Jesus Cristo. Em outras palavras: Irmã Dulce não nos deixou apenas uma ONG para cuidar dos pobres. Deixou-nos, sim, uma missão: a de colocar esses nossos irmãos e irmãs que sofrem em contato com Jesus Cristo, para que tenham um encontro pessoal com ele e possam, então, segui-lo. Fazendo isso, estaremos demonstrando ter compreendido e acolhido a rica herança que a Bem-aventurada Dulce dos Pobres nos deixou”. Acompanhe aqui a Missa de Canonização de Irmã Dulce: Por João Dias Texto história: Vatican News Foto: arquivo

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Renovação Carismática Católica realiza congresso Estadual Jubilar

A Renovação Carismática Católica do Estado do Rio de Janeiro vive a expectativa de um grande avivamento! É uma promessa do Senhor Jesus: renovar todo o Estado, no Congresso Estadual Jubilar: A festa de ouro do Amor! O evento acontece 9 e 10 de novembro, e nesta edição, acontecerá  Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Na ocasião estarão presentes Vinícius Simões, atual secretário geral da RCCBRASIL e presidente eleito desta, Leandro Rabello, diretor da Escola Nacional de Líderes e Missionários da RCCBRASIL, Padre Antonio José, diretor espiritual da RCC da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Maristella Teixeira, presidente do Conselho Estadual da RCCRJ. Segundo o Senhor Plínio: “o encontro que pretende congregar a todos, prepara uma programação especial para as crianças e adolescentes: o Congressinho Jubilar. Que proporcionará um encontro pessoal com Jesus sob a ação do Espírito Santo aos mais pequenos. Além das pregações, nossa programação será marcada por muito louvor, adoração, Santa Missa e uma especial Noite Carismática, no sábado, reunindo os músicos e as canções que fizeram a história deste país ao longo desses anos.”, destacou ele. Senhor Plinio aproveitou ainda para destacar que, “tudo isso por um motivo muito maior: estarmos juntos, como Família Carismática, para testemunhar a razão da nossa esperança: Jesus Cristo!”, contou ele que fez um convite especial: “Você é o nosso convidado especial! Inscreva-se online em nosso hotsite: https://rccrj.org.br/web/congresso-jubilar/.”, finalizou ele aguardando a inscrições. Por João Dias Arte: divulgação

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Pastoral Carcerária recebe bíblias da campanha da Paulinas Niterói

Todos os anos a Paulinas Editora, em parceria com a Arquidiocese de Niterói, promove a Campanha de Doação de Bíblias para ajudar àqueles que não podem comprá-las.  No dia 10 de outubro, na loja Paulinas do Centro de Niterói, o Padre Antonio Sobrinho celebrou a Santa Missa, e ao final, foram entregues as bíblias à Pastoral Carcerária. Segundo Gilberto Opilar, várias paróquias receberam a equipe, ao longo do mês de setembro, destacando-se que, neste ano, houve um fato muito emocionante: os doadores escreveram dedicatórias nas bíblias doadas. A ação social de doação de bíblias para encarcerados sugeriu, ao longo do mês de setembro, que as pessoas fizessem um gesto concreto: doar uma Bíblia para a Pastoral Carcerária. Para Gilberto Opilar, “todos os anos a Paulinas, em parceria com a Arquidiocese de Niterói, promove essa Campanha de Doação de Bíblias, para ajudar aos que não podem comprar. Neste ano, foi a vez da Pastoral Carcerária. Várias pessoas ajudaram, e com isso a Palavra de Deus irá ser luz que ilumina, abrindo novos caminhos e uma vida de paz, aos beneficiados”. Por João Dias/Íngrid Bianchini Foto: João Dias

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Pastoral do Surdo realiza encontro regional em Niterói

28º Encontro Regional da Pastoral de Surdos A Pastoral de Surdos do Leste 1 realizou, no dia 05 de outubro, no Colégio Nossa Sra. da Assunção em São Francisco, Niterói, o 28º ENCORJ, com o tema: Maria levantou-se e saiu às pressas para a casa de Isabel. O Encontro contou com mais de 138 participantes, das diversas Igrejas Particulares (dioceses) do Regional. Durante a atividade, palestras, oficinas, meditação e bastante conversa, entre intérpretes e surdos, a respeito dos trabalhos realizados e da importância de haver uma organização para colaborar com eles na pastoral, dentro das Igrejas.O ENCORJ foi encerrado com a Missa, às 16h e um lanche partilhado. Pastoral de Surdos, presença e atividades nas dioceses Atualmente, a pastoral de surdos conta com vários locais, que disponibilizam acesso e atividade para a comunidade surda. Mesmo assim, ainda se faz necessário que cada diocese possa contar com representantes, não somente leigos, mas também, religiosos e sacerdotes. Marilene, intérprete e uma das responsáveis pela pastoral na Arquidiocese de Niterói, comenta a respeito da necessidade de uma assessoria mais ampla e presente para os surdos. “Nossa pastoral de surdos, em especial da Paróquia da Porciúncula de Santana, em Niterói, está completando 18 anos. Também em outras cidades, como São Gonçalo, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, existem serviços feitos por intérpretes para surdos, com sacramentos, palestras, e a Santa Missa, realizados há mais de 10 anos. Seria muito bom, se conseguíssemos articular uma coordenação, mais unida e estruturada na diocese”, afirmou a intérprete. Por Pe. Ricardo Mota

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Sínodo reza pelo Equador: no país, protesto contra reforma econômica

“As notícias que chegam até nós suscitam-nos uma grande preocupação. Chegam propriamente neste período em que estamos aqui reunidos no Sínodo para a Amazônia. Sabemos da luta dos povos que reclamam seus direitos. Esperamos que haja um verdadeiro diálogo entre as partes, porque esta tensão que se criou alcançou um ponto muito grave”, disse o bispo e padre sinodal dom Cob García, vigário apostólico de Puyo, posto avançado da Amazônia As notícias preocupantes que chegam do Equador estão suscitando nos padres sinodais um sentido de forte apreensão. Por isso, na manhã de quarta-feira (09/10), na Sala do Sínodo, no Vaticano, elevou-se uma oração em coro pela paz no país, uma das nove nações contempladas pela bacia amazônica. Um testemunho de solidariedade sobretudo em relação aos indígenas, pertencentes às faixas mais pobres da população, protagonistas dos protestos iniciados nos primeiros dias do mês, após o governo ter anunciado uma reforma econômica caracterizada por drásticas medidas de austeridade. Esperamos verdadeiro diálogo entre as partes A declaração do estado de emergência e a imposição do toque de recolher parcial não contiveram os manifestantes, cujo número aumenta dia após dia, apesar das detenções nos confrontos com as forças de polícia. “As notícias que chegam até nós suscitam-nos uma grande preocupação. Chegam propriamente neste período em que estamos aqui reunidos no Sínodo para a Amazônia. Sabemos da luta dos povos que reclamam seus direitos. Esperamos que haja um verdadeiro diálogo entre as partes, porque esta tensão que se criou alcançou um ponto muito grave”, disse ao jornal vaticano L’Osservatore Romano o bispo e padre sinodal dom Rafael Cob García, vigário apostólico de Puyo, área equatoriana posto avançado da Amazônia. Comunidade indígena paga o preço mais alto das reformas “Fazemos votos de que se possa encontrar uma saída mediante soluções alternativas em que haja a intermediação da Igreja através da Conferência episcopal. Consideramos que possam ser envolvidos também os outros protagonistas, ou seja, o governo e os opositores. Trata-se sobretudo dos transportadores – contrários ao decreto que elimina os subsídios para os combustíveis – e da comunidade indígena que paga o preço mais alto das reformas”, continuou o padre sinodal.” “Foi para nós de certo modo alarmante tomar conhecimento da situação e da destruição inclusive de edifícios públicos. Esperamos que Deus ilumine a mente daqueles que têm em suas mãos o poder e se possa chegar a um acordo”, disse ainda. Fazer chegar a voz da Igreja a todas as partes Interpelado sobre o papel que a Igreja poderia desempenhar na delicada situação, o bispo respondeu evidenciando que a autoridade moral da Igreja é “muito importante nestes momentos, sobretudo para fazer chegar a sua voz a todas as partes. Refiro-me ao governo e também ao povo e à oposição”. A paz é fruto da justiça “Pedimos aos responsáveis pelo governo que possam rediscutir a situação e ver quais são as alternativas para a paz. Não há possibilidade de se alcançá-la a não ser através da escuta e do diálogo. De fato, a paz é fruto da justiça. Por isso devemos levar muito em consideração e ouvir também as solicitações de cada uma das partes”, acrescentou. Por fim, detendo-se em particular sobre as reivindicações dos indígenas, o prelado evidenciou que eles “sempre pediram respeito por seus direitos, especialmente em relação a seus territórios nos quais o governo já concedeu a exploração e a extração tanto de petróleo quanto de materiais minerais. Já de há muito reclamam e lutam para defender suas terras de toda e qualquer extração e desmatamento”. Extração compromete os rios com sua contaminação “Também o fator importante da água, que é um elemento fundamental para a sobrevivência, acaba sendo envolvido pela extração, a qual está comprometendo os rios com a contaminação. Os povos indígenas defendem a água que dá vida aos povos”, concluiu dom Cob García. (L’Osservatore Romano)

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Sínodo: O Magistério dos Papas e os mártires da Igreja de hoje

“As ideologias são armas perigosas para interpretar um povo” disse o Papa Francisco encaminhando os trabalhos do Sínodo especial para a Amazônia. Perigosas como armas, que possam sacrificar a realidade viva de um povo: a Amazônia e o seu povo correm o risco do martírio por causa da nossa falta de compreensão das suas autênticas realidades. O martírio se confirma cada vez mais atual, e no decorrer dos séculos foi alimentado por várias formas de poder: também o martírio contra os cristãos que ainda existe. No passado, jogavam os cristãos às feras no Coliseu para fazer espetáculos. Hoje, porém, no anonimato, no esquecimento, e muitas vezes quando estão rezando na igreja ou celebrando Missa: os cristãos ainda são vítimas do ódio e da perseguição, mas a disposição da alma é a mesma, ontem como hoje. “Hoje há mais mártires na Igreja do que nos primeiros séculos” disse o Papa Francisco no Angelus de 23 de junho de 2013. Os 147 estudantes quenianos trucidados no campus universitário de Garissa no Al-Shabaab; os 21 egípcios degolados na Líbia pelo Estado Islâmico, centenas de vítimas sem nome massacradas pelo Boko Haram na Nigéria, 22 fiéis mortos em Youhanabad no Paquistão enquanto rezavam na igreja. E muitos outros nomes. Padre Pino Puglisi, pároco italiano que lutava contra a máfia morto em 1993, Stanley Rother Missionário na Guatemala, morto em 1981, Oscar Romero, bispo de San Salvador morto durante a missa em 1980 e Maximiliano Kolbe que morreu no campo de concentração de Auschwitz em 1941, os Mártires da Coreia, sacrificados em 1866. Assim como a jovem mártir italiana Maria Goretti morta em 1902. Pio XII Diante da destruição da guerra, na sua radiomensagem na Solenidade dos santos Pedro e Paulo em 1941, Pio XII recordava o sacrifício cristãos dos séculos passados… “Dezenove séculos atrás, com o sangue glorioso do primeiro vigário de Cristo e do Doutor dos Gentios, a Roma dos Césares foi batizada Roma de Cristo, como eterno símbolo do Principado indefectível da Sacra Autoridade e do magistério infalível da fé da Igreja; e com aquele sangue foram escritas as primeiras páginas de uma nova e magnífica história: a das sagradas lutas e vitórias de Roma”. Paulo VI Por ocasião da inauguração dom Ano da Fé, no 19º centenário do martírio dos santos Pedro e Paulo, em 29 de junho de 1967 o Papa Paulo VI disse: “Pedro e Paulo foram os primeiros mestres da fé, e com as fadigas e sofrimentos do seu apostolado deram início à expansão, a primeira formulação, a sua primeira autenticidade; e para que não ficassem dúvidas sobre a certeza do novo, maravilhoso e duro ensinamento, seguindo o exemplo do Mestre e com Ele certos da vitória final, marcaram seu testemunho com o sangue. Deram seu sangue, com heróica simplicidade, para a nossa certeza, para a nossa unidade, para a nossa paz, para a nossa salvação. E fizeram isso para todos os chamados Irmãos, seguidores de Cristo, assim como, para toda a humanidade”. Em 6 de outubro de 1969, ao beatificar os mártires da Coreia, Paulo VI deu uma definição atualíssima dos mártires: “Mártir: quem é mártir? O nome já é um elogio paradoxal. Dois elementos dão com eficácia extraordinária o significado: o testemunho e o sangue. Estes são os elementos da manifestação extraordinária de Deus na fé e na fortaleza de um seguidor de Cristo. O mártir escreve a sua fé com sangue. Proclama com seu sacrifício, que a verdade que ele possui e pela qual se deixa morrer, vale mais do que a sua vida temporal, porque a fé é a sua nova vida sobrenatural, presente e pela eternidade… O ‘Martirológio’ deveria voltar a ser um livro de moda na Igreja. E no presente caso a história destes beatos, assim como a dos grandes campeões do cristianismo nos ofereceria o interesse próprio das grandes aventuras, dos grandes heroísmos, dos grandes gestos, que transfiguram a grandiosidade de pessoas humildes e escondidas”. Nos dias de hoje, a perseguição cruza-se com lutas políticas, tráficos ilegais de armas e de drogas, máfias, interpretações erradas de outras crenças, totalitarismos… João Paulo II Na solene comemoração dos mártires da fé do século XX, em 7 de maio de 2000 o Papa João Paulo II afirmava: “A experiência dos mártires e das Testemunhas da Fé não é uma característica exclusivamente da Igreja dos primórdios, mas delineia todas as épocas da sua história. De resto, no século XX, talvez ainda mais do que no primeiro período do cristianismo, muitíssimos foram os que testemunharam a fé com sofrimentos não raro heróicos”.  No Angelus de 28 de novembro de 1993, João Paulo II recordava o assassinato do mártir Dom Romero: “Hoje as Igrejas dos países da América Central celebram, por iniciativa dos Bispos, um Dia de Oração e de Penitência pela Paz. Para assim exprimir solidariedade com todos os irmãos da região que estão sofrendo, e em particular com as comunidades católicas. Infelizmente as vítimas da violência entre aqueles povos são dezenas de milhares entre elas o arcebispo, Dom Romero, muitos sacerdotes, religiosos e catequistas, há também, um grande número de pessoas detidas, desaparecidas e de refugiados. Aqueles povos desejam apenas a reconciliação e a paz. Foram encaminhadas algumas iniciativas de boa vontade, para cessar as lutas dentro e fora dos países e para instaurar o respeito dos direitos humanos para todos, incluindo a plena liberdade para a Igreja e a sua missão”. Bento XVI O martírio: um sinal sempre tragicamente atual de pertença à Igreja de Cristo. São muitos os perseguidos no mundo, muitos na indiferença e no esquecimento, todos dispostos a sacrificar a própria vida em nome de Cristo e do seu Evangelho. A este propósito Papa Bento XVI em 11 de agosto de 2010 disse. “Onde se fundamenta o martírio? A resposta é simples: na morte de Jesus, no seu sacrifício supremo de amor, consumido na Cruz, a fim de que nós pudéssemos ter vida (cf. Jo 10, 10). Cristo é o servo sofredor de que fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que se entregou […]

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Futuros sacerdotes falam sobre expectativa com a ordenação

A Ordenação Sacerdotal é um momento muito esperado por quem escolhe seguir a vida religiosa. É uma mistura de alegria, esperança e responsabilidade, para que com zelo, cuide da porção do povo de Deus que a ele será confiada. No dia 19 de outubro, a Igreja particular de Niterói receberá, pela imposição das mãos do Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Francisco, dois novos sacerdotes. Os diáconos Isaías de Sousa Sá  – “Acordando José do sonho fez como ordenara o anjo do Senhor, recebendo sua esposa” (Mt 1,24), e João Gabriel Camillo de Camargo – “Restaurar todas as coisas em Cristo” (Ef 1,10) serão ordenados padres, em Cerimônia na paróquia Porciúncula de Santana às 9h30, na Avenida Roberto Silveira, 265, Icaraí, Niterói. O diácono Isaías enviou uma mensagem para a redação do Setor de Comunicação da Arquidiocese de Niterói, em que lembra a importância de se entregar ao Senhor. Disse ele: “Amados irmãos e irmãs, é com muita alegria que subo ao altar de Deus, subo silenciosamente, com o coração alegre e cheio de temor, pois “sei” onde o Senhor me levará. Todavia, como diz a letra de uma canção, “onde estaria eu se não fosse o teu amor, Senhor? Como seria feliz se não fizesse o que me manda o meu Senhor, tornar-me um consagrado por amor”, faço desta, minha oração. Ouvi a sua voz, senti o seu chamado, então me decidi, e me lanço, me entrego nos braços do Seu amor. E nesse amor quero permanecer, quero me consumir, para o meu próprio bem e para o bem de toda Igreja e, acima de tudo, para honra e glória de nosso bom Deus!”, concluiu. “O dia da ordenação sacerdotal é o mais esperado para um candidato ao sacerdócio. Aguarda-se, ansiosamente, porém sabe-se de antemão que não é a conclusão de um ciclo, ou uma formatura, mas o início de uma vida doada a Deus. Estou muito feliz por esse dia. Sou natural de Campinas – SP, e sair de casa para o seminário, em outro estado, foi um desafio, junto com tantos outros que apareceram pelo caminho, mas todos me prepararam para esse momento”, disse o diácono João Gabriel. Segundo o diácono, “o mundo, mesmo que não saiba, precisa do sacerdote, para rezar por ele e oferecer o sacrifício diário por sua salvação. Irei me tornar padre para me unir mais a Deus, e assim unir Deus a todos os seus filhos dispersos. Peço a Deus a graça de ser fiel até o fim, para honra de Seu nome e o bem do povo de Deus. Fui escolhido por Cristo para guiar e edificar a sua Igreja. Embora aja com a autoridade de Cristo, não passo de um simples administrador, alguém que deve cuidar fielmente de uma casa que não é sua. No fim, “somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.” (Lucas, 17, 10) O Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, presidirá a Santa Celebração. Na ocasião, estarão concelebrando o Bispo Auxiliar, Dom Luiz Antonio, o Arcebispo Emérito de Niterói, Dom Frei Alano Maria Pena OP, o Vigário Geral, Padre Carmine Pascale e diversos padres da Arquidiocese. A Live do Facebook da Arquidiocese de Niterói e a Rádio Anunciadora, transmitem a Santa Missa, ao vivo. O sacramento da Ordem é constituído por três graus: episcopal, presbiteral e diaconal. Cada qual possui um rito de ordenação próprio, porém o comum entre eles é a imposição das mãos e a prece de ordenação. O segundo grau do ministério da Ordem é o presbiteral, denominado também, sacerdotal. Segundo o Pontifical Romano, a ordenação presbiteral é constituída por seis partes: eleição do candidato, homilia, propósito do eleito, ladainha, imposição das mãos e prece de ordenação, unção das mãos e entrega da patena e do cálice. Como as demais ordenações, a sacerdotal é realizada dentro da Eucaristia. Logo após a Liturgia da Palavra, dá-se início ao Rito de Ordenação Presbiteral. Por João Dias Arte: Seminário São José

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Sínodo: Amazônia, lugar concreto que diz respeito a todos

Tutelar as populações em isolamento voluntário Foram focalizadas as populações indígenas que vivem em isolamento voluntário, particularmente vulneráveis ao genocídio. Para manter alta a atenção sobre esta temática sente-se a exigência de instituir um observatório eclesial internacional para a tutela dos direitos humanos e das necessidades destas comunidades. Mais diálogo: Igreja ao lado das populações locais Foi falado sobre a lentidão registrada, algumas vezes, por parte da Igreja em satisfazer as exigências da população. De fato, algumas vezes a Igreja está longe dos povos locais e este vazio é preenchido pela proposta das igrejas neopentecostais. Continua urgente e irrenunciável o diálogo ecumênico e inter-religioso: respeitoso e fecundo, dimensão fundamental para a Igreja em saída na região pan-amazônica, caracterizada por um contexto multicultural. A interculturalidade é mais do que um desafio. Não a uma imposição da própria cultura vinda de cima. Sim à acolhida do outro e a uma saudável descentralização no ponto de vista sinodal. A Igreja, sem esconder as dificuldades, seja missionária, tenha um rosto indígena e favoreça uma lógica segundo a qual a periferia seja o centro e o centro seja periferia em um rico movimento de mútua transformação. Ministérios respondam a necessidade dos povos amazônicos Em uma perspectiva sinodal coloca-se também o apelo a um maior envolvimento dos leigos com a criação de novos ministérios que respondam às necessidades dos povos amazônicos: a Igreja deve ser criativa em propor uma ministerialidade multiforme entre os índios e os povos da floresta. Desde o Concílio Vaticano II foram pedidos maiores reforços a favor de uma inculturação da liturgia, com celebrações respeitosas tanto das tradições e línguas dos povos locais, quando da mensagem integral do Evangelho. Precisa-se de um cuidadoso discernimento por parte dos bispos para que não seja excluída a priori nenhuma solução, nem mesmo a da ordenação dos homens casados. Também foi apresentado o pedido de muitos seminaristas para uma formação afetiva centralizada na cura das feridas consequentes da revolução sexual: são muitos os que hoje desejam redescobrir e conhecer o valor do celibato e da castidade. A Igreja não deve silenciar sobre este assunto, mas oferecer o seu tesouro: a doutrina que transforma os corações. Um ministério laical feminino Ao mesmo tempo é preciso contrastar a generalizada violência contra as mulheres. Foi lançada a ideia de instituir um ministério laical feminino para a evangelização. É preciso promover uma participação mais ativa da mulher na vida da Igreja em uma perspectiva samaritana. Unidade na diversidade Deve ser buscada a unidade na diversidade segundo a imagem do poliedro muitas vezes sugerida pelo Papa. Pede-se para passar, à escola de Jesus, de uma pastoral da visita a uma pastoral da presença e da escuta, proclamando a ternura divina e promovendo o cuidado da Casa Comum não apenas entre amigos, mas também entre os que estão longe e pensam de outro modo. Sobre Jesus devem ser enraizados os valores da fraternidade universal, da ecologia integral e dos estilos de vida inspirados no “bom viver” como resposta às muitas propostas egoístas dos nossos tempos. Diante da tragédia climática denunciada em todo o planeta, o Sínodo é um momento de graça e uma grande oportunidade para a Igreja para que promova uma conversão ecológica e a educação integral. Migrações e pastoral urbana Também foi colocada à atenção dos Padres Sinodais a questão das migrações cujas principais causas são sociopolíticas, climáticas, econômicas ou de perseguições étnicas: elas requerem uma abordagem pastoral específica. A importação de um modelo ocidental extrativista atinge as famílias e obriga os jovens a migrarem para as cidades. A Igreja deve ser promotora de uma pastoral urbana. A teologia indígena e as tradições locais No debate foi enfrentado o valor da teologia indígena, com referência ao apelo do Papa em formar uma Igreja com o rosto indígena, com condições de rever os elementos essenciais do universo católico em chave indígena. Sublinhando também os valores da medicina tradicional, válida alternativa à medicina ocidental. Proposta a criação de maiores reservas naturais para custodiar tanto a biodiversidade quanto a pluralidade das culturas amazônicas. Na congregação desta manhã de 9 de outubro, aberta como sempre com a oração da Hora Média, fez-se enfim uma oração especial pela difícil situação no Equador. O drama do narcotráfico e o chamado à conversão Na presença do Papa, se realizou na tarde de 9 de outubro a sexta Congregação geral do Sínodo especial dos bispos para a região Pan-amazônica, em andamento no Vaticano até 27 de outubro. Os padres sinodais presentes na Sala eram 180. O drama do narcotráfico e as suas consequências: este foi o tema de um dos pronunciamentos feitos na tarde de hoje na Sala do Sínodo, durante a 6° Congregação geral. Em algumas regiões da pan-amazônia, o cultivo de coca passou de 12 a 23 mil hectares, com efeitos devastadores devido ao aumento da criminalidade e do desequilíbrio natural do território, sempre mais desertificado. Também a construção de centrais hidrelétricas, que comporta o desflorestamento de amplas reservas ambientais ricas de biodiversidade, assim como os incêndios autorizados que destroem milhões de hectares de terreno, têm um impacto muito forte sobre o meio ambiente de algumas regiões, alterando o ecossistema. Por isso, é necessário um chamado à conversão ecológica: a Igreja – se afirmou na Sala – deve ser uma voz profética para que o tema da ecologia integral entre na agenda dos organismos internacionais. Inculturação e evangelização Nos demais pronunciamentos dos padres sinodais, se voltou a refletir sobre o equilíbrio entre inculturação e evangelização e se convidou a olhar para o exemplo de Jesus, tão eloquente. A própria encarnação, de fato, é o maior sinal de inculturação, porque o Verbo de Deus assumiu a natureza humana para tornar-se visível no seu amor. E esta é a tarefa da Igreja, chamada a se encarnar na vida concreta das pessoas, assim como fizeram os missionários na Amazônia. A sinodalidade missionária Em um pronunciamentos, em especial, se expressou a ideia de que a Amazônia se torne um laboratório permanente de sinodalidade missionária, seja pelo bem dos povos que vivem […]

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Sínodo: Floresta amazônica à beira do colapso e Eucaristia em primeiro lugar

Floresta amazônica à beira do colapso e Eucaristia em primeiro lugar Na Sala de Imprensa da Santa Sé, as intervenções do cientista brasileiro, prêmio Nobel da Paz, Carlos Alfonso Nobre, do Bispo Emérito da Prelazia do Xingu – PA, Dom Erwin Kräutler, e da ecologista brasileira, Irmã Celia Guimarães Vieira. Ainda, Paolo Ruffini, Pe. Giacomo Costa e Cristiane Murray. O grito de alarme da ciência, que através do prêmio Nobel da Paz 2007, Carlos Alfonso Nobre, recorda que estamos muito próximos de um colapso da Floresta amazônica, e o grito da Igreja, representada pelo Bispo Emérito da Prelazia do Xingu – PA, Dom Erwin Kräutler, que denuncia que a central hidroelétrica de Belo Monte, a terceira maior do mundo, é uma agressão a todo o ecossistema, ressoaram com força na Sala de Imprensa da Santa Sé, durante a 3ª coletiva do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Pouco antes, sintetizando os trabalhos da 5ª Congregação Geral, realizada na manhã desta quarta-feira, 9 de outubro, o prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, ressaltou que alguns padres sinodais falaram de “ecocídio” e de pecados ecológicos contra a criação e sobre a harmonia da Criação, que deveriam ser reconhecidos e confessados, porque “pecados contra Deus, contra o próximo e as futuras gerações”. Kräutler, a Eucaristia é uma obrigação O octogenário Bispo Erwin Kräutler, originário da Áustria, que vive na Floresta Amazônica desde quando tinha 26 anos, e há 30 anos vive com a proteção de guarda-costas porque apoia os indígenas e defende a floresta, recordou que o Papa, ao anunciar o Sínodo, “pediu uma atenção especial para com os povos indígenas, que estão em risco”. Perguntado sobre a proposta da ordenação de homens casados, dom Kräutler ressaltou que milhares de comunidades, na Amazônia, recebem a Eucaristia uma ou duas vezes por ano “e a Eucaristia é fundamental para o cristão”. “Queremos que estes irmãos não tenham somente a Palavra, mas também a Eucaristia, prosseguiu o Bispo. Há o risco de se colocar o celibato acima da Eucaristia. Mas o Senhor, na Última Ceia, disse: ‘Fazei isso em minha memória’. Portanto, a Eucaristia é uma obrigação para nós.” É preciso presença estável nas comunidades isoladas Recordemos, acrescentou, que “dois terços destas comunidades cristãs, sem sacerdotes, são coordenadas por mulheres! Fala-se tanto na valorização da mulher, mas precisamos de coisas concretas. Estamos pensando no diaconato feminino, por que não? – e esse é um tema do Sínodo”. A emigração rural provocou um inchaço nas cidades de modo antinatural, comentou Dom Kräutler, respondendo a outra pergunta, “e hoje para a Igreja o desafio é conseguir alcançar todo esse povo. As Igrejas pentecostais chegaram antes de nós, e nós não estamos presentes devido à falta de sacerdotes, ou de religiosos e religiosas. Não basta visitar uma comunidade, a Igreja deve estar sempre presente, com a celebração da Eucaristia e a administração dos sacramentos”. Nobre: a floresta próxima do ponto de não-retorno Antes dele, o brasileiro Carlos Alfonso Nobre, prêmio Nobel da Paz 2007, climatologista, um dos maiores especialistas em aquecimento global, que estuda a Amazônia há 40 anos, sintetizou os temas de um documento realizado, exclusivamente, para o Sínodo. Ele recordou que a Amazônia é o coração ecológico do planeta, com uma sócio e biodiversidade imensa. Mas, denunciou, “estamos muito próximos do colapso da Floresta amazônica, a ciência diz isso com rigor absoluto. Como diz a Laudato si’, a Casa Comum está perto de desmoronar”. Se se chegar a destruir 20-25% da floresta, foi o alarme de Nobre, “pouco depois a savana cobrirá 60% da área. A floresta está hoje destruída em 15%. Estamos próximos do ponto de não-retorno”. A ajuda pode vir da tecnologia e da bioeconomia O que fazer? Perguntou-se o cientista brasileiro. “As tecnologias podem ajudar a encontrar soluções, se não forem utilizadas para a exploração indiscriminada dos recursos naturais”, explicou. A tecnologia pode dar mais poder às populações, “graças à bioeconomia, a um novo modelo de economia sustentável, descentrada, auxiliada por energia proveniente de fontes renováveis, que respeitem a qualidade de vida das comunidades. Para que a Amazônia possa continuar sendo a floresta que é há 30 milhões de anos”. Irmã Celia Vieira: respeitar povos que escolhem viver isolados Também Irmã Celia Guimarães Vieira, ecologista brasileira, membro da Comissão nacional para o Meio-ambiente – Conama – no Sínodo, na qualidade de especialista, que há 30 anos estuda a biodiversidade da Amazônia, falou na Sala de Imprensa da Santa Sé. Ela abordou a questão dos povos isolados. “É importante assegurar o território a estes povos e respeitar o tipo de isolamento que escolheram. Há 114 povos isolados no Brasil, já reconhecidos, e 28 confirmados”, ressaltou a religiosa. E agradeceu ao Papa e aos padres sinodais por terem colocado no centro dos trabalhos o tema da ecologia integral, “muito apreciado por nós brasileiros”, disse. Por Alessandro Di Bussolo – Via Vatican News

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