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Monsenhor Guedes convida para exumação do corpo do Padre Edson

Monsenhor Guedes convida você para a Missa e exumação dos restos mortais do Padre Edson, no dia 15 de dezembro, às 15h30, na Capela do Santíssimo no Cemitério do Maruí, Barreto, Niterói. Padre Edson tinha 43 anos de idade, quando faleceu, no dia 03 de maio de 2010, num acidente automobilístico, no território de Barra do Garças, MT, quando voltava de do Encontro de Formação de Assessores da Infância Missionária (EFAIM). Breve história do Padre Edson Assunção Nascido em 15 de agosto de 1966, em Contagem – MG,  filho de Manoel Linhares Ribeiro e Ilda dos Santos Ribeiro (in memoriam). Tem dois irmãos, Paulo e Maria das Graças. Desde a primeira infância manifestou a intenção de ser padre. “Lembro-me de que aos quatro anos de idade, já falava em ser padre quando crescesse. Todo mundo achava bonitinho, mas coisa de criança, quando crescer muda de ideia. Cresci, mas a ideia permaneceu cada vez mais forte, porque não era minha: vinha de Deus”. Quando sua casa estava sendo construída ele ajudou, carregando tijolos com seus pequenos irmãos.  Usava as estacas e novos cômodos como igrejinha e celebrava missa para seus irmãos, batizava as bonecas da caçula, fazia pregações, imitando o pároco. Aos dez anos, entrou para o grupo dos coroinhas. “Era uma grande alegria estar no altar, perto do padre, ajudando a Santa Missa. Tudo tinha que sair perfeito: era para Jesus”. Entre uma “paquera” e outra a vocação foi se firmando. Aos 13 anos, começou a frequentar um grupo vocacional na Paróquia vizinha, cujo pároco, Pe. Paulo Lopes de Faria (in memoriam), o trouxe para o Seminário de Niterói, quando Bispo Auxiliar desta Arquidiocese. Já havia batdo em várias portas de seminários, não sendo aceito por ainda ser muito novo e não ter concluído o segundo grau. Ingressou no Seminário São José de Niterói, em fevereiro de 1982, para cursar o 2º grau (Seminário Menor), e ali recebeu toda sua formação para o sacerdócio. Durante o 2º grau, estudou nos colégios Pio XI, Liceu Nilo Peçanha e Colégio Nossa Senhora Mercês, todos em Niterói-RJ. Depois, já no Seminário Maior, cursou filosofia e teologia no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Recebeu o Ministério de Leitor na Paróquia Nossa Senhora Neves, em Neves, São Gonçalo – RJ e o Ministério de Acólito, na Paróquia São Lourenço. Foi ordenado Diácono em 11 de dezembro  de 1989, em Rio Bonito, junto com seu companheiro de caminhada, Pe. Miguel Fernandes, que o acompanhou, na mesma turma, durante oito anos. “Gente boa, o Gué!” Um problema de saúde, em 1990, o levou a adiar por dois anos sua ordenação sacerdotal. “Entrei em crise: será que este não era um sinal de Deus, de que esta não era sua vontade para minha vida? Foram anos de sofrimento, mas de amadurecimento. Deus, porém, não me deixou na mão. Discretamente, me dizia: vá em frente, meu filho, eu te escolhi. Então, nunca mais tive dúvidas: é esta a vontade do Pai, à qual procuro sinceramente responder a cada dia de minha vida”. Finalmente, o grande dia: 12 de dezembro de 1992! Na Porciúncula de Santana, Dom Carlos Alberto E. G. Navarro (in memoriam) o ordena “Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Sl 109,4). Família reunida, igreja lotada, agora Edson é Padre. No dia seguinte, a primeira missa no Seminário. De volta para Niterói, passou a exercer seu ministério pastoral como Vigário Paroquial do Barreto, ao lado de seu irmão mais velho (“mais experiente”) e grande amigo, Mons. Guedes, que, aliás, foi quem o recebeu no Seminário. Continuou também a trabalhar na Cúria, como Chanceler do Arcebispado, o que já fazia há mais de um ano, e estudar Direito Canônico no Rio. Logo foi acumulando outras funções: coordenador da catequese, secretário do Sínodo Arquidiocesano, professor e diretor do Instituto de Formação Estrela da Evangelização, do qual é um dos fundadores, idem dos CPCs, Curso de Pastoral Catequética de Niterói e São Gonçalo. Em 1993, foi nomeado Juiz Instrutor da recém-criada Câmara Eclesiástica Auxiliar Permanente de Niterói, função que exerceu até fevereiro de 2006. Em 1995/6 acumulou, com Mons. Guedes, a Paróquia Nª Sr.ª Nazaré, no Caramujo, Niterói –RJ. Em 1998, foi transferido para Paróquia Nª Sr.ª Neves, onde ficou seis anos, sendo que em dezembro de 2002, acumulou a Paróquia Santo Antônio, na Covanca. Devido ao acúmulo de trabalho, pediu dispensa do cargo de Chanceler no final de 1999, ficando, porém, como vice até meados de 2004. Também em 1999, trocou de função com Irmã Inês Maria, ficando encarregado da Dimensão Missionária da Arquidiocese, visto que já há alguns anos estava trabalhando na implantação da Infância Missionária na Arquidiocese e no País, pertencendo à Equipe Nacional da Infância Missionária, e também participando da Missão Jovem de nossa Arquidiocese, funções que exerceu até fevereiro de 2006. No dia 03 de novembro de 2004, assumiu a Paróquia de São João Batista, em Itaboraí-RJ, deixando Neves e Covanca. Em Itaboraí, trabalhou com afinco na reestruturação pastoral da Paróquia e na restauração da casa paroquial. Nos meses de outubro e novembro de 2005, teve a felicidade de estar em Roma, para um curso de Espiritualidade Sacerdotal Missionária. Atendendo a insistente solicitação da CNBB e das POM, Pontifícias Obras Missionárias, no dia 12 de dezembro de 2006 é transferido para Brasília-DF, onde passa a exercer a função de Secretário Nacional da Infância e Adolescência Missionárias, e onde também assume a função de SCE das 2 Equipes de Nossa Senhora, como já o fazia em Niterói. Por João Dias Texto Breve história: Arquivo http://arqnit.org.br Foto: Arquivo Leia Mais »