Atualidades

“Senhor, será que sou eu?” (Mt 26,21). A condição humana.

Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus disse: ‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair. ‘Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: ‘Senhor, será que sou eu?’ (Mt 26, 20-22). Esta pergunta dos Apóstolos simboliza o comportamento comum de temor diante da possibilidade de trair ou negar Jesus. É uma interrogação que todos carregam dentro de si e se constitui um severo lembrete para estarmos atentos e vigilantes. Esta indagação, que aparece sempre no Evangelho da Quarta-feira Santa é, a nosso ver, um retrato real e de perfeita resolução, da condição humana e cristã. Como é difícil se sentir um dos doze com a mesma dúvida: “um por um começou a perguntar: Senhor será que sou eu?” Vejam, queridos irmãos e irmãs, eles não dizem “será ele? ”, mas “será que sou eu? ”. Quanta autenticidade diante do Mestre Jesus. Hoje nossa tendência é sempre apontar para os outros, pensar que o outro é pior do que nós, como o fariseu presunçoso e autossuficiente rezando no templo: “eu te agradeço, porque não sou como os outros” (Lc 18,11). É tempo de conversão, de voltar o olhar para nós e fazer a mesma pergunta: serei eu? A pergunta vem imediatamente após o anúncio da traição e a tristeza pela perda do Mestre, mas também pela insegurança de cada um. Quantas vezes gostaríamos de ser melhores e, diante de uma fragilidade ou fracasso, nos sentimos tristes por não ter conseguido agir conforme o querer de Deus. “Os discípulos acreditavam mais nas palavras do Senhor que nas suas consciências. Todos os discípulos sabiam, pelo que tinham ouvido de Jesus, que a natureza humana é inclinada ao mal, e por essa causa cada um temia e perguntava. Fato pelo qual devemos sempre temer todas as coisas futuras, nós que somos fracos. Os discípulos temiam por si mesmos…” (Orígenes). Jesus fez a Última Ceia com os doze Apóstolos “porque Judas ainda estava com eles mesmo quando, na realidade, já se tinha separado” (Remígio de Auxerre). Precisamos estar atentos para que nada nos separe do caminho indicado por Jesus e dos ensinamentos mais importantes: “justiça, misericórdia e fidelidade” (Mt 23,23). Não podemos dizer que somos cristãos quando nós mesmos nos separamos Dele, por meio do ódio, intolerância, desamor, injustiças, mentiras e guerras virtuais. Para estar junto Dele e à mesa com Ele, não basta se dizer cristão. É preciso “ser”, estar revestido do amor e da acolhida sincera da difícil e comprometedora proposta cristã, tendo os “mesmos sentimentos de Cristo” (Fl 2,5), tanto nas situações de paz e de alegria, quanto nas de tensões, conflitos e pandemia. “Ó, admirável paciência do Senhor! Primeiro tinha dito, ‘um de vós me há de entregar’, e o traidor persevera no mal” (S. Jerônimo).  Judas traiu Jesus e Pedro o negou três vezes: “antes do galo cantar, três vezes me negará” (Mt 26,75). Pedro se lembrou do que Jesus lhe disse após a terceira negação e, por isso, “chorou amargamente”.  Apenas o Apóstolo João permaneceu com Jesus até o “fim”, estando com Maria e outras poucas mulheres ao pé da Cruz. Traição, negação, abandono… eis a triste realidade humana. Porém, após a Ressurreição e envio do Espírito Santo, tudo mudou! A fortaleza, coragem, fé e misericórdia divina substituíram o medo e a negação. Reiniciar é preciso… O melhor caminho para uma autêntica e duradoura conversão é reconhecer os limites, as dúvidas, os medos e pedir a Cristo a Graça do alto para mudar o que precisa e pode ser melhorado em cada um de nós. Estamos convencidos que um mundo melhor passa prioritariamente pela mudança pessoal. Para tanto, precisamos de humildade e sinceridade conosco mesmos: “será que sou eu?” Indo e vindo, trevas e luz, tudo é Graça, Deus nos conduz! Peçamos a Jesus Misericordioso a Graça de perguntar: será que sou eu que devo, em primeiro lugar, mudar para anunciar o seu Reino de amor, justiça e paz? “Ser a mudança que queremos ver no mundo” (M. Gandhi) e nos outros.  E de responder: “Eis-me aqui” (Is 6,8). Vamos “descer” até a casa do oleiro… permitir que o Senhor nos recrie e que faça de nós um vaso novo… Para tanto, é necessário descer… por isso o imperativo bíblico: “levanta-te, desce até a casa do oleiro” (Jr 18,2) Eis um nobre e urgente propósito pascal. Humildade! Senhor, tende piedade de nós, pecadores! “Portanto, quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair. Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário, junto com a provação, Ele providenciará o bem êxito, para que possais suportá-la” (1 Cor 10, 12-13).  Enfrente com serenidade e coragem! Em frente com fé e esperança! Votos de frutuoso Tríduo Pascal! +Dom Luiz Antonio Lopes Ricci Bispo Auxiliar de Niterói. Foto: Regional Leste 1

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Pascom e Secom se unem em oração pelo fim da covid-19

Na tarde desta Quarta-Feira Santa, dia 8 de abril, a Pascom Arquidiocesana se uniu em oração, com o Setor de Comunicação da Arquidiocese de Niterói, foi um momento de muita espiritualidade. Numa Semana Santa diferente, em que somos convidados a viver este mistério em nossas casas, o SECOM teve essa inciciatva, aceita pelos coordenadores Vicariais da Pascom Arquidiocesana. O Santo Terço, com seus Mistérios Gloriosos, foi transmitido pelo YouTube da Arquidiocese de Niterói, no endereço: https://www.youtube.com/user/ArqNit/. Reveja este momento em que toda a Pascom Arquidiocesana e fiéis da Arquidiocese , reunidos, rezaram o terço pelo fim da pandemia do coronavírus, pelos doentes e profissionais de saúde. Reveja aqui: Acompanhe a Semana Santa, com transmissão online. Confira a programação, com transmissão pelas Redes Sociais e pela Rádio Anunciadora: Dia 09 de abril – Missa da Ceia do Senhor, às 19h. Dia 10 de abril – Ação Litúrgica da Paixão, às 15h. Dia 11 de abril – Vigília Pascal, às 19h. Dia 12 de abril – Missa de Páscoa, às 9h. Todas as celebrações serão presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, com portas fechadas, na Catedral de São João Batista, transmissões online apenas, pela Rádio Anunciadora e Redes Sociais. Participe: fb.com/arqnit ou fb.com/radioanunciadora radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br Por João Dias Arte: Thiago Maia

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Acompanhe a programação especial para a Semana Santa na Anunciadora

O Setor Arquidiocesano de Comunicação (SECOM), direção e  coordenação de programação da Rádio Anunciadora, divulgou ontem, dia 7 de abril, sua programação especial para a Semana Santa, com músicas e reflexões especiais para a ocasião e muita oração. Com o surgimento desta situação extraordinária, para evitar a propagação da pandemia da COVID-19, levando em consideração as disposições da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, emanadas do Decreto de 25 de março de 2020, tornou-se necessário uma atualização na grade de programação, principalmente, em relação às próximas celebrações litúrgicas, presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco. Confira a programação da Rádio Anunciadora e as transmissões: Dia 08 de abril 20h – Programa No Trono da Graça Dia 09 de abril 15h – Programa Tarde de Fé especial (também pela Live da Rádio) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Missa da Ceia do Senhor Após a Missa Programa No Trono da Graça especial Dia 10 de abril 15h – Ação Litúrgica da Paixão Após a Ação Litúrgica Programa No Trono da Graça especial 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 20h – Programa Tarde de Fé Especial (também pela Live da Rádio) Dia 11 de abril 15h – Programa Niterói na Catedral – Especial (Rede Sociais da Arquidiocese) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Vigília Pascal (também pelas Rede sociais da Arquidiocese) 21h30 – Reflexão de Fé (também pela Live da Rádio) Dia 12 de abril 09h – Missa de Páscoa (também pelas Rede Sociais da Arquidiocese) 15h – Programa Tarde de Fé – Especial (também pela Live da Rádio) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Terço Mariano (também pela Live da Rádio) Todas as celebrações serão presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, serão com portas fechadas, na Catedral de São João Batista, transmissões online apenas, pela Rádio Anunciadora e Redes Sociais. Ouça a Rádio Anunciadora pelo aplicativo da Rádio ou em radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br. Por João Dias Arte: Thiago Maia

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Santa Missa da Ceia do Senhor online na Rádio e Redes Sociais

A programação da Semana Santa da Arquidiocese de Niterói teve início com a Missa de Ramos e da Paixão do Senhor, no dia 5 de abril, seguindo as orientações das autoridades sanitárias, na Catedral São João Batista, de portas fechadas. Assim será a celebração da Santa Missa da Ceia do Senhor, às 19h, apenas online. Para a Celebração desta Quinta-feira Santa o “Roteiro Orante para Tríduo Pascal” sugere que, “A família se reúne ao redor de uma mesa, com uma vela acessa, um jarro com água e uma bacia”. Baixe aqui o Roteiro completo. A situação extraordinária que estamos vivendo, para evitar a propagação da pandemia da COVID-19, e levando em consideração as disposições da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, pelo Decreto de 25 de março de 2020, tornou-se necessária uma atualização, em relação às celebrações litúrgicas presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco: transmissões online, durante toda a Semana Santa deste ano de 2020. Confira a próximas transmissões pelas Redes Sociais e pela Rádio Anunciadora: Dia 09 de abril – Missa da Ceia do Senhor, às 19h. Dia 10 de abril – Ação Litúrgica da Paixão, às 15h. Dia 11 de abril – Vigília Pascal, às 19h. Dia 12 de abril – Missa de Páscoa, às 9h. Todas as celebrações serão presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, com portas fechadas, na Catedral de São João Batista, transmissões online apenas pela Rádio Anunciadora e Redes Sociais. Participe: fb.com/arqnit ou fb.com/radioanunciadora radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br Por João Dias Arte: Thiago Maia

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Alteração no programa No Trono da Graça para transmissão de show

A Rádio Anunciadora irá transmitir hoje, 7 de abril, o programa No Trono da Graça. Esta alteração se deu devido à autorização concedida ao Setor de Comunicação da Arquidiocese Niterói (SECOM ArqNit), para retransmitir, pela rádio e em suas Rede Sociais, o Show Acústico da Semana Santa, com o cantor Thiago Brado. A autorização foi adquirida junto à assessoria do cantor. O programa No Trono da Graça, hoje, entrará no ar às 19h, e após as 20h, o Show Acústico da Semana Santa. Amanhã, 8 de abril, o programa voltará a seu horário normal, às 20h. “É hoje galerinha! Quem vem comigo? ————- #LiveSolidária #semanaSanta #ThiagoBrado #VaiPassar”, divulgou Thiago Brado em suas Rede Sociais. A Rádio Anunciadora, Live da Rádio Anunciadora e o Youtube da Arquidiocese transmitem, logo após o programa No Trono da Graça, às 20h, o Show Acústico da Semana Santa, com Thiago Brado. Por João Dias Arte: Thiago Maia Show autorizado pela assessoria do cantor

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Rádio Anunciadora tem programação especial para a Semana Santa

O Setor Arquidiocesano de Comunicação (SECOM), direção e  coordenação de programação da Rádio Anunciadora, divulgou hoje, dia 7 de abril, sua programação especial para a Semana Santa, com músicas e reflexões especiais para a ocasião e muita oração. Com o surgimento desta situação extraordinária, para evitar a propagação da pandemia da COVID-19, levando em consideração as disposições da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, emanadas do Decreto de 25 de março de 2020, tornou-se necessário uma atualização na grade de programação, principalmente, em relação às próximas celebrações litúrgicas, presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco. Confira a programação da Rádio Anunciadora e as transmissões: Dia 07 de abril 15h – Programa Tarde de Fé especial (também pela Live da Rádio) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Programa No Trono da Graça 20h – Show da Semana Santa com Thiago Brado (também pela Live da Rádio e YouTube da Arquidiocese) Dia 08 de abril 15h – Programa Tarde de Fé especial (também pela Live da Rádio) 15h30 – Terço Mariano (também pelas Rede Sociais da Arquidiocese) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 20h – Programa No Trono da Graça Dia 09 de abril 15h – Programa Tarde de Fé especial (também pela Live da Rádio) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Missa da Ceia do Senhor Após a Missa Programa No Trono da Graça especial Dia 10 de abril 15h – Ação Litúrgica da Paixão Após a Ação Litúrgica Programa No Trono da Graça especial 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 20h – Programa Tarde de Fé Especial (também pela Live da Rádio) Dia 11 de abril 15h – Programa Niterói na Catedral – Especial (Rede Sociais da Arquidiocese) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Vigília Pascal (também pelas Rede sociais da Arquidiocese) 21h30 – Reflexão de Fé (também pela Live da Rádio) Dia 12 de abril 09h – Missa de Páscoa (também pelas Rede Sociais da Arquidiocese) 15h – Programa Tarde de Fé – Especial (também pela Live da Rádio) 16h30 – Ofício de Nossa Senhora, Terço da Providência, Celebração das Vésperas e músicas (também pela Live da Rádio) 19h – Terço Mariano (também pela Live da Rádio) Todas as celebrações serão presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, serão com portas fechadas, na Catedral de São João Batista, transmissões online apenas, pela Rádio Anunciadora e Redes Sociais. Ouça a Rádio Anunciadora pelo aplicativo da Rádio ou em radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br. Por João Dias Arte: Thiago Maia

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Pascom Arquidiocesana se une em oração pelo fim da covid-19

Nesta Quarta-Feira Santa, dia 8 de abril, a Pascom Arquidiocesana estará unida em oração, com o Setor de Comunicação da Arquidiocese de Niterói. Numa Semana Santa diferente, em que somos convidados a viver este mistério em nossas casas, o SECOM teve essa inciciatva, aceita pelos coordenadores Vicariais da Pascom Arquidiocesana. O Santo Terço, com seus Mistérios Gloriosos, terá início às 15h30, pelo YouTube da Arquidiocese de Niterói, no endereço: https://www.youtube.com/user/ArqNit/. Toda a Pascom Arquidiocesana e fiéis da Arquidiocese são chamados para, reunidos, rezar o terço pelo fim da pandemia do coronavírus, pelos doentes e profissionais de saúde. Acompanhe aqui: Acompanhe a Semana Santa, com transmissão online. Confira a programação, com transmissão pelas Redes Sociais e pela Rádio Anunciadora: Dia 09 de abril – Missa da Ceia do Senhor, às 19h. Dia 10 de abril – Ação Litúrgica da Paixão, às 15h. Dia 11 de abril – Vigília Pascal, às 19h. Dia 12 de abril – Missa de Páscoa, às 9h. Todas as celebrações serão presididas pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, com portas fechadas, na Catedral de São João Batista, transmissões online apenas, pela Rádio Anunciadora e Redes Sociais. Participe: fb.com/arqnit ou fb.com/radioanunciadora radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br Por João Dias Arte: Thiago Maia

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Arquidiocese parabeniza os jornalistas pelo seu dia

Hoje, dia 7 de abril, é o dia dos jornalistas, profissionais da imprensa que, segundo o Papa Francisco dão voz a quem não tem voz. Para Francisco, o trabalho jornalístico tem um papel indispensável, mas requer grande responsabilidade, na escolha de palavras, imagens e conteúdo a partilhar: “Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”, destacou o Pontífice em um de seus discursos, no ano de 2019. Em outra ocasião no mesmo ano, o Papa falou aos jornalistas católicos: “Não tenham medo de inverter a ordem das notícias para dar voz a quem não tem; de contar boas notícias que criam amizade social; de construir comunidades de pensamento e de vida capazes de ler os sinais dos tempos”, enfatizou, agradecendo: “com documentos como o Laudato si, que não é uma encíclica ecológica, mas social, e promove um novo modelo de desenvolvimento humano integral, vocês contribuem para torná-lo uma cultura partilhada, em alternativa aos sistemas que obrigam a reduzir tudo ao consumo”, pontuou o Papa, que aproveitou para pedir aos jornalistas que seguissem o exemplo de Manuel Lozano Garrido, primeiro jornalista leigo beatificado em 2010, que viveu nos tempos da Guerra Civil Espanhola, período em que ser cristão significava arriscar a vida. “Precisamos de jornalistas que sejam da parte das vítimas, da parte de quem é perseguido, da parte de quem é excluído, descartado, discriminado”, acrescentou o Papa. “Num tempo de fake news, a humildade impede comercializar o alimento vencido da desinformação e oferece o pão saudável da verdade. O jornalista humilde é um jornalista livre. Livre dos condicionamentos. Livre dos preconceitos e, por isso, corajoso. A liberdade requer coragem”, explicou, destacando que de todas as características necessárias para ser um comunicador – profissionalismo, competência, curiosidade, capacidade de escrever e de fazer perguntas oportunas -, uma é especial, que pode representar uma mudança radical para o jornalista: a humildade. “A humildade de não saber tudo é o que move a apuração. A presunção de já saber tudo é o que a bloqueia.”, Papa Francisco. Parabéns a todos os jornalistas! E que Deus os ilumine na busca da verdade, com humildade! Por João Dias com informações da Santa Sé Arte: Thiago Maia

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Dom José celebra o Domingo de Ramos na Catedral São João Batista

A Semana Maior da fé católica teve início neste domingo, com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Na Catedral, a Santa Missa teve início às 9h, de hoje dia 5 de abril, presidida pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar, Dom Luiz Ricci, pelo Arcebispo emérito, Dom Frei Alano, e os padres Wallace e Isaías, que auxiliaram na liturgia da celebração. Esta é a primeira vez que a Semana Santa é celebrada sem a presença física dos fiéis na Catedral de São João Batista, mas pela presença na fé, por meio da Rede ArqNit: Rádio Anunciadora, Facebook da Arquidiocese e Rádio Anunciadora. A atual situação do Brasil e do mundo, que impõe às pessoas o isolamento social, em razão da pandemia da Covid-19, todos os cristãos são motivados a viver este tempo especial de oração, acompanhados de suas famílias em suas casas. Na homilia, o Arcebispo destacou o momento atual e lembrou a importância da Semana Santa em família e em casa. Eis a íntegra da homilia de hoje: Queridos irmãos Bispos e Padres, que concelebram conosco. Amados irmãos e irmãs que nos acompanham pelas redes sociais. Estamos iniciando a Semana Santa, na qual celebramos os mistérios centrais de nossa fé. Nós já tivemos uma Quaresma de riscos e muito sofrida. Sofrida demais! Todo o sofrimento e morte, divulgados pelos noticiários, por causa do coronavírus, revelam a tristeza desta pandemia e o sofrimento que atingiu a todos nós, obrigados ao isolamento social. Tudo o que vimos e ouvimos, nesta Quaresma, não nos deixa dúvida do quanto ainda é preciso completar, em nossa própria carne, o que falta à Paixão do Senhor (CI 1,24). No entanto, como é difícil entender e aceitar o mistério do sofrimento humano! Reunidos em família, celebramos o Amor Maior, numa Semana Santa totalmente diferente. Jamais poderíamos imaginar uma situação destas: celebrar a Semana Santa com a igreja de portas fechadas. A nossa Quaresma já foi a Quaresma do isolamento e dos riscos. E o risco provoca medo. Mas o remédio para o medo é a confiança. Essa foi a Quaresma do risco e da confiança. E confiar já é ressuscitar. Celebrando o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, somos convidados a acompanhar, a contemplar e a comungar com o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado, que entra em Jerusalém, revelando a sua majestade. Desse modo, Ele vem nos recordar que somos peregrinos com Ele, no caminho para o alto, no caminho para o Pai. Os ramos querem revelar o nosso reconhecimento de que Jesus é rei, mas um rei diferente. Pois Ele não reina com o poder dos exércitos, nem com o poder da força, nem com o poder da riqueza. Jesus reina com a força da humildade e com a autoridade do amor, que doa sua própria vida em oferenda ao Pai e no serviço aos irmãos. É o que São Paulo nos ensina, de modo claríssimo, na segunda leitura: Jesus veio viver como ser humano em meio à desumanidade. Esse foi o maior de todos os seus riscos, mas também foi o maior de todos os seus feitos. Poi, de que vale a vida sem nenhum risco? Jesus assumiu o risco até de se deixar empurrar para a mais vergonhosa das mortes, por gente como nós, gente que Ele criou. Pois foi Ele quem nos fez. Foi Jesus quem criou o nosso coração, quem abriu o nosso coração como foi aberto o dEle, e implantou ali a nossa decisão. Ele criou em nós a decisão que daríamos a Ele. Eu, você, todos nós somos o risco de Deus. Ser o acerto de Deus, em parte, está em nossas mãos, em parte, depende de nós. Por isso, meu irmão e minhas irmãs, vamos correr os riscos com Jesus. Vamos acompanhar, dentro de nossas casas, os passos de Jesus em direção a Jerusalém. Em família, vamos contemplar e comungar com o seu coração, que livremente assume realizar a vontade do Pai. Rezando em família, vamos experimentar o Seu amor, que se entrega à morte de cruz pela nossa salvação. Vamos correr os riscos com Jesus, vivendo esta Semana Santa de um modo diferente, mas intenso. Sabemos que os riscos são poucos, diante do valor do prêmio. O prêmio de ressuscitar com Jesus não tem preço, supera todos os riscos, toda incerteza, todo isolamento, toda insegurança. Mas é preciso jamais se esquecer do ponto crucial: o Ressuscitado não foi o Crucificado. O Ressuscitado é o Crucificado. Quando nosso olhar percorrer as páginas dos jornais, com a tristeza dos noticiários, além de ouvir muitos dizendo que já não acreditam que nosso mundo ainda tem jeito, nessa hora, precisamos de sinais. Nessa hora, duas mãos se mostrarão a nós, com pulsos perfurados, e um lado aberto. É a hora da confiança. Enquanto houver confiança, haverá ressurreição. Por isso, repito: o Ressuscitado não foi o Crucificado. O Ressuscitado é o Crucificado. Encerro com as palavras consoladoras do Papa Francisco: “Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do Seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros, e a experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da Sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança. Abraçar a Sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando, por um momento, a nossa ânsia de onipotência e de posse, para dar espaço à criatividade que só o Espirito é capaz de suscitar. Abraçar a cruz significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se […]

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“Vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com os meus discípulos” (Mt 26,18)

Que bom iniciar a Semana Santa ouvindo essas palavras de Jesus e tendo a certeza de que “Ele está no meio de nós”, em nossa casa, em nossa vida, seja qual for a situação, de calmaria ou de tempestade. Neste Domingo de Ramos acolhemos Jesus em nossa casa, neste tempo de isolamento social. Ele quer celebrar a Páscoa conosco, seus discípulos (as). Recordamos a Última Ceia, que foi celebrada em uma casa. No início da Igreja, a Santa Missa, chamada de “Fração do Pão”, também era celebrada nas casas. As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil pedem que nossas igrejas sejam casas e que nossas casas sejam igrejas. Estamos vivenciando a sempre chamada “igreja doméstica”, a unidade em torno do Altar, por meio da participação nas transmissões, a “Comunhão Espiritual”, a Contrição, a humildade, a simplicidade e o esvaziamento (Kénosis). “Na escola de Cristo, sobe-se descendo” (Beato L. Biraghi). No terceiro domingo da Quaresma, quando meditamos o texto da Samaritana, Jesus disse: “Mulher, crê em mim: vem a hora em que nem nesta montanha, nem em Jerusalém, adorareis o Pai. Mas vem a hora e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; pois são estes os adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito, e os que O adoram devem adorá-lO em espírito e verdade” (Jo 4, 21-24). Foi o “último” domingo em que celebramos, aqui no Brasil, a Santa Missa com a presença dos fiéis. Como me disse um amigo sacerdote, parece que Jesus estava nos preparando, para vivenciar profundamente, estes versículos acima indicados. Estamos privados de sair, de ir às nossas igrejas e comunidades, de participar e preparar, com tanto amor e dedicação, as belíssimas liturgias da Semana Santa, que hoje se inicia. Como não me recordar, de quando pároco, da intensa mobilização das equipes de liturgia, canto, acolhida, comunicação e eventos, para tornar as celebrações sempre mais orantes, belas e ricas de significados que tocam direta e profundamente a vida das pessoas. Quanto trabalho, dedicação, preocupação e generosidade transbordante, por parte dos leigos e leigas. No domingo de Páscoa, apesar do cansaço físico, os rostos estavam transfigurados pela alegria de ter ajudado o povo de Deus a celebrar, de modo intenso, a Semana Santa e a Páscoa do Senhor. Não me cansava de agradecer tamanha dedicação, criatividade e generosidade. E agora? Era inimaginável pensar a Semana Santa sem a participação do povo! Contudo, é o que podemos, no momento. “Chegou a hora e é agora, de adorar o Pai em espírito e verdade”. É hora de ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus, que sendo Deus, “esvaziou-se de sua glória, assumindo a forma de servo” (Fl 2,7). Aqui podemos estabelecer, especialmente em virtude da atual realidade, uma relação entre adoração e esvaziamento. Vamos adorar o Senhor em casa e oferecer a Ele a dor (esvaziamento) de não poder participar, presencialmente, das celebrações. Eis a nossa oferta dolorosa e por isso valiosa, certamente recebida por Deus como verdadeira adoração. Tenham a absoluta certeza, queridos irmãos e irmãs, de que vocês estarão presentes, oferecendo conosco o Sacrifício de Cristo, na simplicidade e profundidade dos Mistérios e Ritos celebrados, no tempo (hoje) que está muito além do limite do espaço (templo).  O verdadeiro culto, em espírito e verdade, significa adesão a Cristo e ao seu Evangelho. Na Oração Eucarística I, no “memento” (recordação) dos vivos, antes da Consagração, assim rezamos:  “Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas… e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor, por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam. Na tradução italiana, o celebrante reza assim: “por eles te oferecemos e também estes te oferecem este sacrifício de louvor…”. Pelo Batismo, somos um “povo sacerdotal”, e por isso podemos oferecer, com o sacerdote e toda a Igreja, o nosso culto de louvor e gratidão, unidos ao Altar que é Cristo, ao Sacerdote que é Cristo, e ao Sacrifício, que é Cristo. Portanto, estamos unidos, conectados, vivendo a expressão muito utilizada hoje “tamojunto”. Bispos, sacerdotes, diáconos e povo de Deus, irmanados no Altar, no qual presidimos e celebramos o Sacrifício Pascal de Cristo. Esta é a nossa fé, que sempre anunciamos e que agora estamos vivendo de modo muito profundo e concreto. Então, o que significa “adorar a Deus em espírito e verdade”? Apresentaremos agora alguns comentários, de modo sintético, acerca dessa afirmação de Jesus, para iluminar um pouco a triste realidade em que estamos inseridos. O primeiro: Padre Silvano Fausti “Vem a hora e é agora”: a promessa de Deus é concretizada e atualizada no agora de nossa história, para quem acolhe o Senhor, como o fizemos neste Domingo de Ramos. A adoração é dirigida ao Pai: é o amor dos filhos e filhas que amam a Deus como são amados por Ele. Trata-se de responder com amor e louvor, ao Amor recebido. Em Espírito e Verdade: O Espirito nos dá a verdade: somos filhos e Deus é Pai. O coração de quem conhece Jesus é o “lugar” da verdadeira adoração. Apenas ali, o ser humano encontra a plenitude da vida que deseja. O Pai deseja adoradores que vivam de seu amor. O nosso culto é a nossa própria carne (templo de Deus), que vive em conformidade ao amor do Pai. O novo culto não será mais ligado a um lugar particular. No dom do Filho, o conhecimento do Senhor inundará a face da terra e o seu nome será grande entre as nações. Adorar como filhos e filhas amados (as) que sabem amar. No amor, estabelecemos a comunhão de vida com o Pai e os irmãos, no único Espírito que é a vida de tudo. Este é o culto que agrada a Deus. O novo lugar do culto é Jesus, plena comunhão entre […]

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