Arquidiocese felicita todos os jornalistas pelo seu dia

Aos colegas e amigos de profissão, neste momento difícil que vivemos, celebramos hoje, dia 7 de abril, o dia dos jornalistas, profissionais da imprensa que, segundo o Papa Francisco dão voz a quem não tem voz. Para Francisco, o trabalho jornalístico tem um papel indispensável, mas requer grande responsabilidade, na escolha de palavras, imagens e conteúdo a partilhar: “Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”, destacou o Pontífice em um de seus discursos, no ano de 2019.

Em outra ocasião, no mesmo ano, o Papa falou aos jornalistas católicos: “Não tenham medo de inverter a ordem das notícias para dar voz a quem não tem; de contar boas notícias que criam amizade social; de construir comunidades de pensamento e de vida capazes de ler os sinais dos tempos”, enfatizou, agradecendo: “com documentos como o Laudato si, que não é uma encíclica ecológica, mas social, e promove um novo modelo de desenvolvimento humano integral, vocês contribuem para torná-lo uma cultura partilhada, em alternativa aos sistemas que obrigam a reduzir tudo ao consumo”, pontuou o Papa, que aproveitou para pedir aos jornalistas que seguissem o exemplo de Manuel Lozano Garrido, primeiro jornalista leigo beatificado em 2010, que viveu nos tempos da Guerra Civil Espanhola, período em que ser cristão significava arriscar a vida.

“Precisamos de jornalistas que sejam da parte das vítimas, da parte de quem é perseguido, da parte de quem é excluído, descartado, discriminado”, acrescentou o Papa. “Num tempo de fake news, a humildade impede comercializar o alimento vencido da desinformação e oferece o pão saudável da verdade. O jornalista humilde é um jornalista livre. Livre dos condicionamentos. Livre dos preconceitos e, por isso, corajoso. A liberdade requer coragem”, explicou, destacando que de todas as características necessárias para ser um comunicador – profissionalismo, competência, curiosidade, capacidade de escrever e de fazer perguntas oportunas -, uma é especial, que pode representar uma mudança radical para o jornalista: a humildade.

“A humildade de não saber tudo é o que move a apuração. A presunção de já saber tudo é o que a bloqueia”. Papa Francisco.

Parabéns a todos os jornalistas! E que Deus os ilumine na busca da verdade, com humildade!

Por João Dias com informações da Santa Sé
Arte: Arquivo – Thiago Maia

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